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Síndrome da Fragilidade no Idoso: Coisas da Velhice ou Problema sério na Saúde do Idoso?


Síndrome da Fragilidade no Idoso: Um problema sério que vem se tornando cada vez mais comum e muitos acham que é coisa normal da velhice.


Por: Dr. Sandro Calefi

Enfermeiro Gerontólogo

Mestre em Saúde da Família

A síndrome da fragilidade aumenta muito o risco dos idosos adoecerem de forma grave e não recuperarem a sua saúde. Cuidar do idoso frágil é um grande desafio para os profissionais de saúde e suas famílias, pois exige muita dedicação e é cercado de dependências. Acompanhar a saúde de um idoso frágil requer um olhar experiente por parte do profissional de saúde e muita disponibilidade financeira e de tempo para a família.


Os idosos frágeis possuem Doenças Crônico-degenerativas, deficiências ou incapacidades que exigem cuidados de longa duração, onde a família geralmente é a principal responsável por eles, especialmente nas fases intermediárias e terminais da Síndrome da Fragilidade. O gerenciamento da saúde do idoso em processo de fragilização é feito por profissionais de saúde especializados em geriatria e gerontologia, que organizam o planejamento assistencial levando em consideração os contextos clínicos, sociais, econômicos e de acesso aos serviços de saúde, na tentativa de minimizar os impactos negativos que a fragilidade impõe nas vidas do idoso e de seus familiares.


Você deve estar se perguntando “ O que é essa Síndrome de Fragilidade no idoso, que causa tanto impacto na vida das pessoas?”, não é mesmo? Vou te explicar.


Podemos classificar a saúde do idoso como robusta (saudável), pré-frágil (alto risco de piora do estado de saúde) e frágil. Os idosos robustos são a base da pirâmide do envelhecimento, são independentes para a realização das atividades de vida diária e/ou portadores de condições clínicas mais simples. Já o idoso frágil é aquele com disfunções e incapacidades que reduzem a sua qualidade de vida, tornando-o mais debilitado, vulnerável à complicações e dependente de outras pessoas para desempenharem suas atividades cotidianas.


A síndrome da fragilidade em idosos afeta negativamente os fatores cognitivos (memória, humor, comunicação e comportamento), psicológicos, sociais, físicos e financeiros na vida desses indivíduos e de sua família. Os idosos frágeis são mais propensos a quedas, irem morar em lares de idosos, hospitalização, redução da expectativa de vida saudável, isolamento social e morte em decorrência da baixa capacidade de imunidade que a idade e a fragilidade trazem.


A Síndrome da fragilidade em idosos desenvolve-se em um estado de decadência clínica que acontece em uma sequencia de eventos. Geralmente a fragilidade começa com a perda de peso e força sem causas definidas, seguidas por fraqueza intensa, lentidão de locomoção, redução da força física nos braços e pernas e esgotamento físico aos pequenos e médios esforços. O resultado de toda essa soma é o aumento do risco de quedas e fraturas em sua decorrência, menor capacidade de recuperação das doenças, piora das doenças controladas e até deixar o idoso totalmente acamado e dependente.


A mortalidade de idosos frágeis é seis vezes maior quando comparada aos não frágeis, podendo chegar a 100% até o 8º ano do diagnóstico da síndrome de fragilidade. A piora da fragilidade aumenta após o 5º ano do diagnóstico do 1º critério da síndrome e é 2 vezes maior para as mulheres em comparação aos homens, nas pessoas com pouca massa magra, menor vigor físico, perda muscular rápida e que vivem sozinhas.


O rastreio e acompanhamento da Síndrome da Fragilidade em idosos é feita pelo profissional de gerontologia, que usa ferramentas e instrumentos clínicos da Avaliação Gerontológica Ampliada para direcionar a melhor estratégia de cuidado em saúde desses idosos. O rastreio da Fragilidade permite que o profissional e a família/cuidador desses idosos consigam monitorar a identificação de vulnerabilidades clínicas e condições de alerta que os guiem no estabelecimento de intervenções precoces para minimização das consequências desastrosas dessa síndrome.


Em resumo, as consequências da fragilidade nos idosos geram um ciclo vicioso no declínio funcional, consequências graves para sua saúde, quedas, hospitalização, dependências, mortalidade alta, diminuição das reservas físicas e instabilidade clínica frequente. A fragilidade é um marcador clínico importante para identificação do declínio funcional de idosos, que o profissional de Saúde precisa saber reconhecer, abordar e orientar tanto ao paciente quanto sua família sobre como gerenciar todos os desafios que virão pela frente.


Procure ajuda de um profissional de gerontologia se surgirem esses sinais no idoso próximo a você ou até mesmo contigo:

  1. Quedas frequentes (principalmente aquelas “do nada” ou o por tropeçar;

  2. Piora das capacidades de realização das atividades simples do dia a dia;

  3. Dificuldades para tomar decisões;

  4. Adoecimento e internações com frequência;

  5. Emagrecimento sem explicação;

  6. Dificuldade para andar, sentar e levantar;

  7. Incontinências urinária e fecal (mesmo aquelas bem pequenas);

  8. Tristeza que não melhora;

  9. Diminuição do convívio com as outras pessoas;

  10. Estados de confusão mental.

Um bom plano de cuidados elaborado por um bom profissional de Gerontologia vai identificar precocemente as complicações da fragilidade e direcionar as orientações no auxilio ao cuidado familiar do idoso frágil.


Consulte um profissional de Gerontologia e descubra um envelhecimento mais saudável!

Beijos no ❤ e um lindo Envelhecimento para nós!

Dr. Sandro Calefi

Enfermeiro

Especialista em Idosos e Envelhecimento

Mestre em Saúde da Família

Consultoria de Envelhecimento Ativo e Longevidade Saudável

Consultor de Idosos e Famílias

Consultoria on-line

www.envelhecitude.com

(73) 99987-3126 / (27) 99246-7582

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